Josué Rockefeller

Escritor, roterista e engenheiro de software

Te amo

nov
14

Não sou perfeito, não sou rico, não sou poeta e nem dos mais belos dos homens. Mas darei o melhor de mim para te fazer a pessoa mais feliz desse mundo. Tentarei expressar o meu amor com palavras e atitudes de um homem simples, estarei ao seu lado sempre, lhe darei presentes singelos, mas que terão grandes significados. Quando a luz no fim do túnel estiver se desvanecendo, estarei lá para te guiar pelo caminho. Irei inovar sempre para não deixar que a chama do nosso amor se apague.

Uma conversa de varanda

nov
12

Em uma das minhas andanças pela vida, certa vez eu conheci um homem formidável. Não lembro mais o nome do sujeito, é uma pena, mas esse é um dos meus defeitos, sou péssimo quando se trata de lembrar nomes, mas um rosto eu nunca esqueço. Ele tinha uma forma de viver a vida um tanto quanto peculiar.

Certo dia estávamos ele e eu sentados na varanda de sua casa. Uma choupana modesta, simples, mas aconchegante.  Morava aos arredores de uma pacata cidade lá pelo interior do oeste. A casa era adornada por uma cerca de madeira maculada, marcada pelo tempo. Na frente da casa tinha um jardim que irradiava um certo ar de beleza, vida e vigor. As flores se erguiam na sua vividez, denunciando o quanto de carinho e dedicação aquele homem tinha para com elas. Não falhava um só dia em rega-las, cuidava desse jardim como alguém que cuida de um bebê frágil e delicado.  Tinha um hábito de dizer que devemos cuidar da nossa alma como se cuida de um jardim. Se deixar de regar, as flores murcham, devemos poda-las para que não fiquem escancaradas, e temos que ficar atentos quanto as pragas que volte e meia sempre tentam destruir o nosso jardim. Era um dia de primavera, mas a poucos dias para o verão. O ar estava fresco, o perfume das flores ainda pairavam, arrastados pelo vendo brando da quela tarde. O sol já estava quase se pondo, avistei algumas aves planando entre as nuvens em meio a pintura do céu alaranjado e decorado pelo crepúsculo. Sentados nas cadeiras de balaço, fumávamos um charuto cubando, este, era um de muitos outros hábitos dele.

–  Diga-me, por que escolheu essa vida? – perguntei a ale.  Ele recostou na cadeira, deu uma tragada em seu charuto e soprou a fumaça de forma calma e serena, degustando o aroma. Fitou o sol que se recolhia para o submundo e pensou por alguns instantes.

– Uma excelente pergunta – finalmente respondeu ele. Deu um suspiro de como quando você acessa boas lembranças da juventude. E finalmente disse – Eu sempre fui uma pessoa recolhida, centrada dentro de mim. Passei boa parte da minha vida preso em um quarto, lendo livros, conhecendo o mundo pela tela do meu computador, me conhecendo, refletindo sobre a vida, o universo e tudo mais. Já me chamaram de anti-social, de louco, até de um suicida maníaco – Ao dizer essas palavra ele deu umas boas gargalhadas –  Mas nunca me importei com essas baboseiras – continuou ele. O conceito de viver a vida é muito relativo. Para muitas pessoas – continuou ele depois de uma pequena pausa para degustar o charuto –  viver a vida é ir a festas, ficar chapado, ser uma pessoa extremamente social, sair todas as noites, ter inúmeros amigos, se expor suas vidas, demostrar o quanto estão felizes e o que estão fazendo. Banal – quando ele me respondeu isso, a primeira vista, imaginei que ele seria um hipócrita ranzinza, mas ao notar a expressão serena em seu rosto, a forma que ele apreciava tudo aquilo, conclui que aquele homem estava muito longe de ser um ranzinza, mas um homem decidido, imponente, em paz com sigo mesmo, grato, satisfeito e realizado.

– Aprovação social – continuou ele, depois de dar uma outra tragada profunda no charuto. Meu caro, a sociedade nos condiciona a procurar sempre aprovação social. Quando criança, esconde-nos as verdades do mundo, nos mima a pensar que tudo é perfeito, imediato, que temos que seguir estritamente as regras sociais, procurando sempre o sucesso, sermos amado e centro das atenções.  E que a felicidade é medida pelo que temos. Vemos isso nas escolas, onde os ciclos sociais são formados por classes e pouco reconhecimento pelas conquistas intelectuais.

– Mas se apresentarmos as verdades do mundo a uma criança, isso não vai traumatiza-la? – me atrevi a perguntar-lhe.

– Certamente, mas não devemos sermos radicais. Temos que ser sensatos, não encher muito as cabeças das crianças de fantasias e mitos das quais elas crescem acreditando ser uma verdade absoluta. Alguns conseguem se libertar, outros passam o resto da vida com essas crenças, já outros entram em choque e desenvolve diversas mazelas mentais. As verdades devem ser apresentadas as crianças com cautela, de forma que elas não se torne tão ingênuas e que não perda inocência e que instigue a curiosidade.

– Então você pode dizer que viveu a vida plenamente? – perguntei.

– Posso dizer que sim – respondeu ele – eu não vi motivos para ele mentir – como eu estava dizendo, passei boa parte da minha vida preso em um quarto, atrás de livros e do meu computador. Computadores era uma das minhas paixões. Isso me possibilitou a me conhecer melhor, olhar para dentro de mim e com base nisso, compreendi o ser humano. Me tornei o meu próprio psicologo, eu sempre  resolvia os meus conflitos mentais e usei disso para ajudar outras pessoas.

– Essa vida não é solitária? – Ao perguntar isso, imaginei coloca-lo contra a parede. Agora não teria desculpas.

– Fugir da solidão, é fugir de si mesmo –  respondeu ele – É na solidão que nos encontramos. Já parou para pensar o motivo de o ser humano consumir tanto entretenimento?

– Não – respondi.

– Para se manter ocupado, fugir do tédio, não parar para olhar para dentro de si mesmo. Vivemos nessa correria. O trabalho, compromissos sociais e quando finalmente temos um tempo a só, recorremos ao entretenimento. A solidão assusta muitos, mas estes nem imaginam o que podem encontrar na solidão. O eu gritando, acorrentado aos paradigmas, suprimido pelo ego e o teatro social.

– Você nunca casou ou teve filhos?

– Casei sim. Depois de um tempo recolhido, eu sai para explorar o mundo, conheci uma mulher incrível e tivemos um filho que hoje é o CEO da empresa à qual fundei.

– Você não me aparenta ser um homem de negócios.

– Mas fui. Meu sonho era ajudar as pessoas. Criei uma grande empresa que possibilitou criar muitas oportunidades e ajudou a sociedade, ela me rendeu milhões e uma carga enorme de experiência, fracassos, sucesso e aprendizagem. Depois disso, passei ela para o meu filho prosseguir e doei todo o meu dinheiro para uma ONG, que a missão é levar a educação e conhecimento para os países menos favorecidos.

– E o que houve com a sua mulher?

– Sucumbiu-se ao câncer.

– Sinto muito.

– Tudo bem, ela foi uma grande mulher, realizamos muito juntos. Tinha um espírito nobre, altruísta, nada abalava o seu senso de humor, sua maior paixão era ajudar as pessoas, admito que ela me transformou. Partiu em paz.

Depois disso passamos a falar sobre outros assuntos, dos quais eu não vejo relevância em escreva-los aqui, meus caros leitores. Mas este homem é um exemplo de poucos homens que buscam ser um ser humano melhor. Ele me inspirou e me ensinou a dar o melhor de mim para ser melhor a cada dia.

 

OBS(A revisão deste texto foi feita de relance, então perdoi-me os erros encontrado)

Feiticeira das montanhas

nov
09

Oh! Feiticeira das montanhas. Tu me enfeitiçaste, me acorrentou com a sua magia. Me enfeitiçou com o seu encanto, com o seu sorriso, seu jeito de ser, sua ternura e com o seu amor. Oh! Feiticeira das montanhas, sua voz nem se compara as das mais belas das sereias. Quando você me olha, meu coração estremesse, meu mundo desaba e o caos se torna em uma perfeita harmonia. Meu amor por você é eterno, como as partículas de um átomo que forma esse imensurável universo.

Chamas funestas

nov
03

Nas entranhas das casas do subúrbio, a chama se diverte, samba e lambuza-se das almas ofegantes que se dissolvem nas labaredas.
Gritos horrendos assolam as colina da solidão, incapaz de servir, sofrem em meio a podridão.
O sangue escorre lentamente, como a lava de um vulcão, que desce do topo em meio ao povão.
Pedidos de ajuda partem de toda a direção,
vivendo sem uma solução.

Liberdade

nov
03

Muitos a querem, a desejam e até mataram e morreram por ela,
Mas a cada momento, a cada dia, a cada década e a cada milénio ela se
dissolve, desaparece na abundância dos pretextos.

As paredes diminui, a miragem desaparece, morremos de sede em meio ao oceando de possibilidades.
A falta de auto conhecimento nos faz aceitar qualquer invento.
O medo assola as massas, mas com dopamina passa.
Ser não é mais a questão, mas sim qual é o seu carrão.

Ó liberdade, para onde tu fostes.
Muitos sofrem em silêncio, outros se adaptam a esse mundo intenso.
Eis a única que poderá nos aliviar dessas dores.

Felicidade

nov
03

Eu vejo a  felicidade no desabrochar de uma flor.
No sorriso de uma criança.
É o coração que se transborda de amor.
A felicidade nos une, nos dar coragem e nos enche de esperança.
Tal sentimento é tão doce, eu a vejo no êxtase do calor do presente.
Eu vejo a felicidade na pureza de belas palavras.
Ser feliz é o nosso maior desejo, nossa busca incessante.
Felicidade é chegar ao fim e ver que você foi o autor da sua própria história
J.B Silva

Amordaçado no âmago do ser

nov
03

Tão complexo é o mundo e a sua forma.
Não consigo ver o que preciso ver, não posso ir a onde preciso ir.
Me embrenho, me entrego, estou cego o que isso me torna?

Sinto-me preso a maré que se segue a ribanceira do abismo da dúvida e do desespero.
A culpa me assola, mas o prazer me consola.
Hora, preciso eu de tanto para saciar o meu pranto?

Olho mas não vejo, controle não tenho, seja o quanto eu empenho.
Sinto-me amordaçado dentro de mim mesmo.

Sonho

nov
03

E voamos, fomos para tão longe, que não sei qual a distância que estávamos de casa, mas era maravilhoso; longe de tudo, no vazio, navegávamos em meio a imensidão do universo.

Devaneio

nov
03

Caminho na penumbra da estrada da vida, vivo aos cantos, as migalhas de êxtase me dar um sentido fugaz.

A vida

nov
03

A vida é um grande enigma.
É a centelha de cada criatura,
Não sei como surgiu, mas sei como termina.
Para uns, ele dura, para outros uma grande aventura.

Tão delicada és a cada ser existente,
Cheia de problemas, mistérios e desafios,
Mas mesmo assim, muitos seguem em frente.
A vida é um trem o qual segue os trilhos
E nós, o maquinísta que o guia.

J.B Silva