Se metendo em uma enrascada – A Ressaca

Lucas acorda com um terrível dor de cabeça, quanto mais a sua visão se tornava nítida, ficava claro para Lucas, que onde ele estava, não era o seu quarto. As suas roupas estavam jogadas pelo chão e ele só estava apenas de cueca.

– Mas o quê?! – disse Lucas, apertando as palpebras com força, a fim de ter uma visão mais clara do recinto.

Ele se encontra em um típico quarto de república. Ao seu lado, há uma mulher dormindo; ela tem uma pele morena, macia e bem bronzeada, está na casa dos 24 anos e ela é de uma beleza média.

– Oi garanhão! – disse a mulher, que se levanta e caminha até o banheiro. Depois de alguns instantes, Lucas ouve o som do chuveiro.

Lucas fica inerte na cama, a sua cabeça dói, ao mesmo tempo que ele sente-se confuso, com medo e ansioso, percebe uma leve sensação de leveza; também sente a sua garganta seca. Lucas pega uma garrafa de água mineral, que estava em cima do balcão e a bebe loucamente.

– Caramba! Eu fiz sexo com a quela mulher?! Mas… Não me lembro de nada. Será se usei preservativos?! – Lucas fica mais preocupado, sonda a carteira para verificar se a camisinha que ele sempre carregava com sigo estava lá, para o caso de alguma emergência(o que era quase impossível de acontecer, até aquele momento). Para sua surpresa e preocupação, a camisinha estava na carteira. Lucas toma outro gole d’água e senta-se na cama, pasmo. Poucos segundos depois, ele ouve o som do chuveiro se findando e a mulher sai do quarto enrolada a uma toalha.

– Fizemos sexo? – perguntou Lucas.

– Oh! Sim, fizemos – disse a mulher, sorrindo.

– Sem proteção? – perguntou Lucas.

– Claro que não, eu sou prevenida; ela anda até a cômoda, ao lado da cama, e abre uma gaveta, onde há várias camisinhas.  Lucas respira aliviado.

– Como eu vim parar aqui? – perguntou Lucas.

– Não se lembra? – a mulher deixa cair a toalha, ficando-se nua, e abre o guarda roupas.

– Não.

– Estávamos na festa… – ela pega dois vestidos do guarda roupas; um Jeans Desbotado e outro Vestido Viscose e fica parada na frente do espelho, observando-os. Conversamos e bebemos a noite toda; continuou a mulher. Você me convidou para ir a outro lugar, aí eu perguntei para onde você queria ir, aí você disse: tanto faz. Bom, aqui estamos; ela se vira – qual desses você prefere?

– Qual você escolheu? – perguntou Lucas.

– Ah! Acho que esse Jeans.

– Eu gostei do Jeans – respondeu Lucas. Combina perfeitamente com você.

A mulher olha no espelho novamente, observa o vestido e se veste.

– O que você faz? – perguntou a mulher.

– Eu vou começar a trabalhar como diretor de arte na segunda – respondeu Lucas, vestindo a suas roupas.

– Legal – respondeu ela.

– Bom, preciso ir, tchau! – disse Lucas.

– Tchau! – respondeu a mulher. Lucas sai do quarto, mas volta segundos depois.

– Desculpa, mas qual é o seu nome? – perguntou Lucas, se sentindo embaraçado com toda aquela situação.

– Thais – respondeu a garota, sorrindo.

– Foi um prazer, Thais.

– Literalmente – disse a garota.

Ele fecha a porta e caminha vagarosamente até à cozinha da república, de repente, surge uma garota só de alcinha e sutiã.

– Oi – disse a garota.

– Ah! me desculpa – disse Lucas, tentando virar os olhos para o outro lado. A garota solta um leve sorriso no rosto e abre a geladeira, Lucas apreças os passos, rumo a porta da sala.

Do lado de fora; Lucas palpando os bolsos da calça, procurando o seu celular, mas não o encontra, então Lucas observa ao seu a redor e avista um orelhão do outro lado da rua. A danada da dor de cabeça ainda o perturbava.

– Alô! – disse a outra vós, no outro lado da linha.

– Paulo? – disse Lucas.

– Sim, quem é?

– Sou eu.

– Eu quem?!

– Lucas.

– Ahh! Lucas, a onde você está! Um instante você estava na festa, em outro não estava lá mais, você desapareceu.

– Eu não sei bem, eu acho que é uma república. Só sei que acordei no quarto de uma garota, com uma dor de cabeça infernal.

– Qual o nome da garota?

– Thais.

– Eu sei onde você está, não sai dai, já estou a caminho!

Alguns minutos mais tarde, Paulo chega com o seu carro, como sempre, exibindo-se a toda velocidade.

– Meu garoto! – disse Paulo. Toma, esqueceu lá na festa; entregando o celular para Lucas.

– Obrigado, eu achei que havia perdido.

– Você transou com a Thais?

– Acho que sim.

– Você acha ou tem certeza?

– Bom, ela disse que fizemos sexo, mas eu não me lembro.

– Normal, isso também já aconteceu comigo.

– Esses dois dias estão sendo uma loucura.

– Lucas, meu caro. Você é um cara de muita sorte; passou em uma entrevista e perdeu a virgindade no mesmo dia!

– Nada, eu nem pretendia. Sei lá, bebi de mais e aconteceu.

– Bom, considere-se feito – disse Paulo, dando um tapinha nas costa de Lucas.

De repente, eles sentem um impacto, e o carro capota duas vezes. Segundos depois; Lucas abre os olhos, os dois estavam de cabeça para baixo, presos ao sinto de segurança,  Paulo estava desacordado. A visão de Lucas, ainda estava ofuscada, mas ele pode ver dois homens se aproximando do carro. Um dos homens se abaixa e fica observando para o estrago do carro, admirando-se com o seu trabalho.

– Ajude-nos – tentava dizer Lucas, com a voz sussurrada, o curioso é que a dor de cabeça havia passado, Lucas só sentia a dor de um pequeno corte na testa.

O homem olha para Lucas; sorrir e lhe desfere um soco no rosto, Lucas se apaga.

(Continua)

 

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