Josué Rockefeller

Escritor, roterista e engenheiro de software

Se metendo em uma enrascada – Quem brinca com fogo acaba de se queimando

jan
31

– É o cara da esquerda chefe – ouviu Lucas, que estava com a cabeça vendada. Lucas acabará de acorda, não tinha a menor ideia de onde se encontrava e do que estava acontecendo, mas pelo cheiro de peixe podre que exalava, presumiu que estava em algum porto, aos arredores da Nova York.

– Quem é esse outro? – Perguntou um homem com uma vós estridente, sua vós passava um ar de frieza. Lucas também podia sentir um forte cheiro de charuto.

– Eu não sei chefe, ele não estava junto com esse maluco.

Fez bem em tirar a foto da placa do carro dele, bastou eu ligar para um contato do departamento de trânsito, que eles rastrearam a placa do carro em poucos minutos.

– Agora sai daqui! Me deve o dobro.

– Mas eu não perdi, ele roubou de min.

– Não importa! Para deixar de ser burro, terá que me pagar em dobro.

Lucas apenas ouve uma porta se fechando. De repente a venda é retirada, Lucas olha para o lado e vê Paulo sentado em uma cadeira ao seu lado, ele se sente desnorteado, ainda tentava compreender o que havia acontecido. Dois homens do acidente estavam em pé, ao lado de um homem barbudo, sentado em uma cadeira no meio deles. Este homem estava fumando um charuto. Ele degusta o charuto, sopra a fumaça para sim, de forma leve e paciente. O homem se levanta caminha de um lado para o outro e enfim, fala:

– Sabia que no oriente médio eles arrancam as mãos de quem rouba? – ele pausa e olha para o dois, que não tem a menor ideia do que ele estava falando.

– Eu não estou entendendo, o que você quer com a gente? – perguntou Lucas.

– É cara! o que fizemos?! – gritou Paulo.

O homem joga o charuto no chão e o esfrega com o pé.

– O que fizeram?! – gritou o homem.

– Vou fazer vocês de exemplo, vão aprender a nunca roubarem o cachorro louco!

– Senhor, você nos confundiu com a outra pessoa, nunca roubei ninguém, que dizer, roubei uma borracha na escola, quando eu era criança, mas isso já foi a muito tempo. Por favor, não nos mate, eu não roubei nada! – disse Lucas.

– Ah… mano, a droga! – sussurrou Paulo, para si mesmo.

– Senhor, você está enganado…

– Lucas, foi a droga que roubei daquele traficante – disse Paulo.

– Droga Paulo! Você sempre me mete nessas enrascadas!

– É! que belo amigo que você tem – disse o homem. Sinto muito por está nessa situação, rapaz, não é nada pessoal, são apenas negócios. Sabe, preciso dar o exemplo, seu eu deixarem vocês saírem ilesos, vão sair dizendo por aí que qualquer um pode roubar o cachorro louco e sair ileso. Assim, vou perder o respeito nas ruas. Bom, vamos andar logo com isso, tenho outros assuntos para resolver. Quem vai ser o primeiro?!

– Meu amigo não tem nada a ver com isso, deixe ele ir. Olha, ele é um cara legal, não fez nada para está nessa situação, só estava lugar errado na hora errada. Eu roubei a droga, então eu que estou com dívida com você.

– Admirável, mas será os dois. Vamos peguem! – ordenou aos dois homens.

– Por favor não, não precisa ser assim  – esperneava Lucas.

– Podemos pagar! – gritava Paulo.

– Não se trata de dinheiro, tenho uma reputação para manter.

– Vamos logo  que eu não tenho o dia todo!

Os capangas arrastam os dois para uma mesa e prendem as mãos deles. O homem barbudo pega um facão e desliza o dedo lentamente pelo corte do facão.

– Vamos lá! – quando o homem levanta o facão a cima de sua cabeça para desferir o golpe final, quando a porta do galpão é arrombada.

– FBI, mãos ao auto – gritou um agente encapuzado; é o cachorro louco, pegamos ele em flagrante – disse o agente ao rádio. Assim que o agente transpassa pela porta, mais outros surgem.

O cachorro Louco e seus capangas são presos…

Sendo tratados pelos paramédicos, Paulo e Lucas ainda estão apreensivos com o acontecido. Um agente se aproxima…

– Estávamos na cola desse patife a três meses, só esperando o momento certo. Parabéns rapazes, vocês ajudaram a captura o cachorro louco! – disse o agênte.

– Você?!

– Sim, precisei me disfarçar de traficante para chegar até o chefão, mas para prende-lo, tinha que pega-lo em flagrante, e você… roubando aquela droga, me deu a oportunidade certa.

– Seu filho da mãe, nos usou como isca!

– Sua mãe nunca disse: “quem brinca com fogo acaba se queimando?”

– Isso que é ironia  – disse Lucas.

De repente surge um mustang prateado, que encosta ao lado deles.

– Um pequeno agradecimento por ter ajudado o nosso departamento, mesmo que sem querer.

– Caramba! – preciso fazer isso mais vezes.

– Ha! Ha! Ha! Não, se fizer isso de novo, terei que prende-lo – disse o agente sorrindo, retirando-se.

No primeiro dia de trabalho do Lucas…

– Bom dia, Lucas, preparado para o primeiro dia de trabalho? –  disse Luciana.

– Com certeza- disse Lucas.

– E como foi o seu final de semana? – perguntou Luciana.

– Foi…- Lucas pensa por alguns instantes –  Não podia te sido melhor – disse Lucas, com um largo sorriso no rosto.

(FIM)

2 Responses to Se metendo em uma enrascada – Quem brinca com fogo acaba de se queimando

  1. Não consegui perceber que eles estavam no Estados Unidos? Com nomes de Lucas, Paulo e Cachorro Louco. Mas a história é legal!

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