Josué Rockefeller

Escritor, roterista e engenheiro de software

Se metendo em uma enrascada – A Festa – Parte 3

jan
24

Os dois amigos chegam na festa. Lucas se sente mais relaxado.

– Festa pequena? – disse Lucas, que se surpreende ao ver vários carros estacionado na rua da casa de Alice.

– Deve ser dos vizinhos – disse Paulo.

– Sei – disse Lucas, sarcástico.

– Oiii! – disse uma Loira bonita, surgindo na porta. Ela está usando um batom vermelho como sangue, ela está vestida com uma saia provocantemente curta e, o seu decote é capaz de deixar qualquer homem louco.

– Oi, Alice – disse Paulo, que abraça ela de forma que aperta os seus seios ao seu peito, firmemente – Esse é o meu amigo Lucas.

– Oi – disse Lucas, que à cumprimenta com um aperto de mão, Alice apenas solta um leve sorriso.

– Vamos entrar – disse Alice.

Quando eles entram, se deparam com uma casa cheia de universitários, bêbados, casais se agarrando aos cantos das paredes, pessoas dançando e algumas pessoas conversando em grupos, que espiam e cochicham baixinhos:

– Quem é esse maluco? Onde ele pensa que está, em um casamento? – dizia alguns.

– Não estou gostando desse lugar – disse Lucas.

– Relaxa! – disse Paulo.

Um homem magricela passa na frente deles, segurando duas garrafas de cervejas.

– Tome, vai te ajudar a relaxar! – disse Paulo, que toma uma cerveja do homem magricela.

– Ei!!! Essa é minha! – reclamou o homem magricela.

– Algum problema?! – disse Paulo, peitando o magricela.

– Não… – disse o magricela, que sai.

Lucas dar uma golada na garrafa de cerveja.

– Vai com calma; disse Paulo – Paulo vê Alice conversando com algumas garotas, ao pé da escada – Espere aqui neste sofá, volto já! – Paulo caminha até perto de onde há uma garota dançando de forma sensual, que devorava o Lucas com os olhos, depois volta.

– Eu esqueci, pega a parada lá no carro, por favor! – gritou Paulo, jogando as chaves para o Lucas e voltando a prosseguir rumo à Alice.

Lucas se espreme entre as pessoas para sair da casa. Lá fora, ainda havia pessoas chegando, um homem vomitava nos arbustos do vizinho, perto de onde Paulo havia estacionado o carro.

– O que eu vim fazer aqui? Poderia está no meu belo apartamento, fazendo outra coisa melhor, mas não, eu tinha que ouvir o Paulo! – resmungava Lucas. Ele abre a porta e vê o pacote de maconha em cima do banco. Cara, isso vai dar merda! – disse Lucas.

Lucas volta para a festa, mas Paulo estava conversando distraidamente com Alice. Lucas senta no sofá, coloca o pacote em uma mesinha há sua frente e observa Paulo conversar com Alice, ao pé da escada. De vez em quando, Paulo cochichava nos ouvidos de Alice e ela soltava um gargalhada.

– Filho da mãe! – disse Paulo. Quando Paulo retoma a sua visão para a mesinha, a droga já não estava mais lá.

– Oxe?! – disse Paulo, assustado. Ele procura aos arredores, mas ao olhar para baixo, ele vê o pacote de maconha, que já estava aberto e caído no chão, ao lado dele, estava um homem magricela espumando pela boca e tendo convulsões.

– Socorro! Socorro! – Gritava Lucas. A festa parou repentinamente, todos voltaram à atenção para Lucas – Ele está tendo um overdose, alguém ajuda aqui!

Todos correm para verem o que estava acontecendo, tumultuando a sala.

– Deixe-me passar! Deixe-me passar! Eu posso ajudar! – disse uma vós entre a multidão.

– O que está acontecendo? – Perguntou o homem ao Lucas.

– Ele está tendo uma overdose  – disse Lucas, apontando para o homem magricela, caído no chão – Você é médico? – perguntou Lucas.

– Sim, dou aula de medicina na universidade.

O médico ajoelha ao lado do homem magricela e faz os procedimentos dos primeiros socorros. Dali a poucos minutos, o homem volta a respirar normalmente ele conta que tinha um problema de convulções, que isso lhe ocorre quase sempre. Aliviados, todos voltam a badalar. Lucas, se senta no sofá e reflete um pouco.

– Overdose de maconha?!  – disse Lucas, sorrindo de si mesmo. Ele encara o pacote de maconha que ainda estava caído no chão. Ah! que se dane! Lucas faz um cigarro e fuma ele todo, pega uma garrafa de cerveja dar um gole e entra no meio das pessoas, que dançando e começa a dançar e tomar cerveja freneticamente. Lucas mistura todo tipo de bebida; vodka, whiskey, cerveja e etc. Lucas já não conseguia sentir o seu rosto, estava bêbado, chapado e via o mundo girando ao seu redor  e aos poucos ele se ele vai perdendo a consciência e o controle sobre si mesmo, ele cai no chão e sua visão escurece.

(continua)